An IKEA nightmare
Published by Ale November 12th, 2007 in Uncategorized.Quanta coisa aconteceu desde o ultimo post! Comecando do comeco:
Quinta-feira passada fomos na IKEA comprar uma mesa de reuniao para o escritorio do Alex e la decidimos por uma com o tampo de vidro. Beleza. Compramos um bocado de coisas, cadeiras e fomos para o estacionamento. Achamos que o nosso porta-malas era o maior do mundo, mas quem disse que dava para colocar o negocio no carro? Hum, £45 para entrega, no way. Resolvemos cancelar parte da compra e voltar com o carro do sogro no dia seguinte.
Dia seguinte - sexta a noite:
Fomos Maz e eu com o carro do sogro (que tem o maior porta-malas do mundo) comecar de novo. Nada, a mesa nao coube na carroceria. A opcao foi colocar no treco em cima do carro. Entao pedi os meninos da IKEA para ajudar a gente e fiquei ate mais animadinha quando um disse que ja tinha sido escoteiro e que sabia dar ‘nos’ (leia-se “noh”, desculpem o teclado sem acento) melhor do que ninguem. O garoto amarrou de um lado, deu noh de outro, enrolou a corda dali, disse que estava super seguro e fomos embora.
A Maz estava dirigindo e decidiu ir devagar por precaucao. Estava ventando pra caramba, mas a mesa era pesada demais para sair voando por ai, pensamos. Duas milhas adiante ouvimos uns barulhos. Eu estava com um copo de chocolate quente na mao quando olhei para fora e vi a mesa levantando voo! Nossa, desesperei. Derramei chocolate para tudo quanto eh lugar e dei um grito: ‘-Para o carro pelamordedeus!!!’
Paramos no acostamento da motorway para amarrar tudo de novo e quando olhei para o chao imaginem o que vi! Uma corda (a da IKEA ficou parecendo fio dental perto dessa)!!! Nossa foi Deus mesmo. Nao estava nem acreditando. Como que paramos no meio da estrada justamente onde havia uma corda? Entao no escuro, sem celulares e sozinhas ajeitamos a mesa, colocamos a nova corda e colocamos o pe na estrada de novo. Pensamos: a ultima solucao, se a gente tivesse algum problema novamente, seria eu (claro!) ir na carroceria do carro num frio dos diabos segurando a mesa. A ideia foi logo descartada porque com um vento daqueles eu ia era sair voando com mesa e tudo. Desta vez nao tirei o olho do negocio ate chegar em casa.
Ja pensou se a gente tivesse que andar milhas ate chegar no telefone mais proximo para pedir ajuda? O carro do sogro eh novo em folha e se o vidro tivesse caido ia arrebentar a carroceria com o risco de atingir o carros que vinham atras da gente e matar alguem. Prefiro nem pensar. E se tivesse acontecido alguma coisa com o novo possante do sograo era melhor eu mudar de pais imediatamente.
Caravan
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A noticia boa eh que finalmente compramos uma caravan! Mas vou falar mais sobre isso no post seguinte.
Boa noite a todos!


Ai Jesus… que história…
Conhece aquela história… “No meio do caminho tinha uma corda… tinha uma corda no meio do caminho!”… eheheheh
Ainda bem que no final deu tudo certo.
Vem cá, dá para sobreviver na Inglaterra com uma caravan??? não é muito grande?
bjs
Oi Mirella!
Compramos a caravan so para viajar pela Europa e nao ter que pagar hotel. A outra vantagem eh que voce pode colocar todos ‘bits and bobs’ que gosta e ir embora. A caravan nao eh tao grande assim e nao se parece com aqueles trailers americanos, mas tem fogao, sofa-cama, aquecedor, banheiro, etc. Vou colocar umas fotos aqui depois junto com o layout para vc ter uma ideia.
Beijao!
Gente, que coisa essa da corda!!! Acho que o escoteiro nao ganhou medalha nenhuma, rs.
Amiga uma caravan deve ser show realmente pra viajar, gostei da idéia ;0
Essa da corda foi demais, Deus é bom demais!
Olha, não precisa ser psicólogo pra fazer pós em arteterapia, na minha turma tem pedagoga, professor etc…
Um bjão
Eu tbm já achei que era o super-homem e que pegaria um colchão de casal na Ikea, só porque vem enrolado, e carregaria até em casa.
Sofri só até o caixa e depois apelei para entrega!!!
Ah, estou linkando o blog!
Abs!
Oi Ale
Talvez essa matéria seja do seu interessse…
Brasileirinhos Apátridas receberão nacionalidade brasileira
Brasília, 30/08/07 (Especial MJ) - “Sempre que há um jogo do Brasil, mesmo de madrugada, todos nós acordamos e torcemos juntos pelo nosso país”, explica Carmen Tsuhako, brasileira, mãe de Isabela e Hiroshi nascidos no Japão e que até o momento só têm a nacionalidade brasileira de forma provisória.
Desde a Revisão Constitucional de 1994, o registro realizado em solo estrangeiro tem efeitos apenas para identificação civil. Para a aquisição da nacionalidade, há duas condições: residência no Brasil e opção pela nacionalidade brasileira, perante a Justiça Federal. Assim, se algum filho de brasileiro não tiver direito à nacionalidade do país onde nasceu, é considerado apátrida — situação que fere o artigo 15 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Com a mudança, o Brasil decidiu que brasileiro é aquele que nasce em território nacional. Outros países, os da Europa principalmente, fazem diferente, reconhecem o direito de sangue: pai e mãe passam a cidadania para os filhos.
O Ministério da Justiça (MJ), por meio de um parecer editado em 1995, entendeu que persiste e função do cônsul, lavrar nascimento, casamento e óbito de brasileiros no exterior, por força da lei nº 6.015, de 1973, ainda em vigor.
Para corrigir esse equívoco, a Câmara Federal, em decisão recente, aprovou a nacionalidade para filhos de brasileiros nascidos no exterior.
Dos cerca de quatro milhões de brasileiros que vivem no estrangeiro, quase um milhão deles nasceu a partir de 1994 e vivem sem a cidadania brasileira. São cerca de 200 mil filhos de brasileiros residentes no exterior são apátridas.
O Ministério da Justiça trabalhou para que a PEC fosse aprovada, garantindo assim a nacionalidade ao grupo conhecido por “Brasileirinhos Apátridas”. O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, diz que “haveria um risco de que centenas de milhares de brasileiros passassem à condição de apátridas num futuro próximo, se essa PEC não fosse aprovada”.
As primeiras crianças afetadas pela lei só chegarão à maioridade em 2012. Mas os pais se preocupam desde já, principalmente aqueles vivem em países que não concedem a nacionalidade, como é o caso do Japão. “Filho de brasileiro nascido no Japão é brasileiro. Só tem chances de se tornar japonês através de processo seletivo que é muito demorado e muitas vezes recusado” ressalta Carmen Tshuhako, que está no Japão há 16 anos.
Além do Japão, os principais países de colônia brasileira que não concedem nacionalidade a filhos de estrangeiros são a Alemanha, Espanha, Itália, Índia, Portugal, Suíça e Suécia.
Brasileirinhos
Quando Carmen veio ao Brasil e registrou Isabela, na época com um ano e meio de idade. O cartório não explicou que o registro seria apenas temporário. Hoje com 12 anos, Isabela já entende a situação e se diz chateada e até indignada com a necessidade de morar no país para ser brasileira. “Sou brasileira, tenho orgulho disso e torço pelo meu país” afirma a adolescente, que fala e escreve o português fluente. O irmão caçula, Hiroshi, tem seis anos e está sendo alfabetizado nos dois idiomas.
Carmen diz que apesar da demora na promulgação da PEC, está feliz, pois a aprovação – por unanimidade no primeiro turno e com apenas um voto contrário no segundo – confirma um direito dos emigrantes. “Isso demonstra que mesmo estando fora do país, ainda somos ouvidos” comemora.
Em Brasília existe um grupo do Movimento dos Brasileirinhos, responsável por ajudar os pais que moram fora do País e também assegurar que os direitos de cidadãos sejam garantidos. Além disso, o grupo, coordenado por Denise Alves - que tem dois filhos estrangeiros, mas apenas um considerado apátrida – pressionou os parlamentares para que houvesse a aprovação do projeto.
O presidente da Comissão Especial na Câmara, deputado Carlito Merss, diz que os trabalhos foram motivados pela urgência da correção “Conseguimos discutir o tema e aprovar a PEC em tempo recorde. Isso mostra que com a união de idéias e vontade política é possível fazer um bom e ágil trabalho pela cidadania”, avalia.
Resultados
Com a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição, os filhos de brasileiros nascidos no exterior não precisarão mais vir ao Brasil para serem registrados e poderão ter seu registro expedido nos consulados.
A relatora da Comissão Especial da Câmara, deputada Rita Camata, explicou que a PEC devolve o direito às crianças de terem reconhecido sua condições de brasileiros natos “independentemente, ou não, de retorno do pai, mãe ou ambos ao Brasil para residência definitiva, ou de realizarem opção pela nacionalidade somente no Brasil”.
A deputada diz que depois da aprovação no Senado e na Câmara, o que há agora é ansiedade por parte dos brasileirinhos e seus responsáveis para a promulgação da nova Emenda Constitucional, “para que possamos celebrar mais um passo em direção à ampla cidadania de todos os brasileiros”, completa Camata.
O secretário-executivo do MJ, Luiz Paulo Barreto, lembrou da importância da aprovação da PEC 272/00 antes que os “brasileirinhos” se tornassem, efetivamente, apátridas. “Quando atingirem a maioridade já serão automaticamente brasileiros, sem correr o risco de perder essa nacionalidade”. Barreto diz ainda que o Brasil é quem ganha com isso, porque os emigrantes continuam mantendo vínculo com o País, na maioria das vezes juntando capital para, por exemplo, virarem empreendedores ou para comprar uma casa no Brasil. “A lei brasileira precisa protegê-los”, conclui.
Fonte: http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJFA922A8FITEMIDBB0E35990CDD498C9358399DCE7BC4BAPTBRIE.htm